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Exclusiva: entrevista com Beto Cuevas


Beto Cuevas – músico, cantor, ator e designer gráfico chileno  

A música de habla hispana, não importa de qual país, abrange um vasto oceano de artistas latinos de qualidade e talento, mas apenas algumas dessas ondas vêm bater no Brasil. Desde o boom da TV a cabo até a internet e seu crescimento permanente, brasileiros vêm descobrindo bandas e cantores que ainda não exploraram o país, mesmo com muitos anos de estrada. Beto Cuevas, nascido em 12 de setembro de 1967, ex-vocalista da banda La Ley, é um perfeito exemplo do último caso. Chileno, residente em Los Angeles há dez anos, o artista é consagrado em seu país e demais nações hispânicas. Começou a trabalhar com desenho gráfico até que a música entrou em sua vida, ainda jovem. Mesmo com a dissolução da banda, após 16 anos de sucessos, seguiu carreira solo e lançou dois CDs – Miedo Escénico e, agora, Transformación. 

 O recém lançado single Quiero Creer tem parceria com o rapper Flo-Rida, que canta em inglês, imerso em uma base eletrônica, com “som dançante”, segundo opinou a Billboard. 

Renata Appel: Quem é Beto Cuevas? Apresente-se para os brasileiros amantes de música de qualidade...  

Beto Cuevas: Meu nome é Luis Alberto Cuevas Olmedo. O “Beto” ou “Betito” veio da infância – meus pais e irmãs me chamavam assim. Mas o “Betito” cresceu... E ele era um menino que, desde criança, sempre foi muito tímido, não gostava de sair para brincar na rua com as outras crianças; de repente, no colégio, me empurravam e me batiam. Mas eu tinha minha irmã mais velha que me defendia... Eu era muito tímido e tinha um mundo interno muito grande. Punha-me a desenhar e preferia ficar dentro de casa, desenhando durante três, quatro horas, ao invés de sair para jogar bola. Por que desenhava? Gostava da ideia de criar e adorava ver desenhos animados. Assistia e tratava de fazê-los igual. Então, desenvolvi esse talento. Sentia que tinha talento para desenhar e o desenvolvi – foi isso o que fiz. Cresci bem artista e, paralelamente a isso, meu pai adorava música. Ele tinha um quarto de música em sua casa, sempre, uma sala de música, como se fosse seu estúdio, onde tinha todos os seus vinis e escutava a todas as músicas antigas, desde Elvis, The Platters... Eu ficava escutando música com meu pai, cresci desenvolvendo o ouvido e gostava de cantar no chuveiro, de repente, para imitar a esses cantores... 

Renata Appel: É verdade, já vi em uma entrevista antiga sua que você usava uma escova de cabelo como microfone... 

Beto Cuevas: (risos) É verdade. E eu gostava de cantar no chuveiro... Então, quando cresci, fui adolescente, segui sendo desenhista, quis fazer Desenho e tudo isso, mas, paralelamente, nos anos 80, na época de The Smiths, Duran Duran, Bowie e todos esses artistas dos quais eu gostava, comprava seus discos, gravava-os, colocava o microfone e gravava em um K7, o lado direito – porque no stereo, no lado direito, saía minha voz –, então saía eu cantando essas canções com eles.. Até que conheci Mauricio (Clavería), baterista do La Ley. Aconteceu de duas formas – é uma história bastante mágica: conheci Mauricio, e ele comentou para os integrantes do La Ley que tinha um primo, que havia chegado do Canadá – dizia “um primo” (risos) – e que canta muito bem e se apresenta super bem, então deveriam testá-lo. Por outro lado, o tecladista disse “sim, meu irmão também me contou que conheceu um pessoal junto com um rapaz do Canadá, em uma praia, cantando canções de Elvis – vou chamá-lo também” – e essas duas pessoas eram eu... Ou seja: foi o destino. Conheci-os, me passaram um pouco da música, me disseram para cantar, me passaram orientações, que se eu quisesse criar, mudar uma melodia, fazer qualquer coisa... carta aberta! E assim o fiz! E o guitarrista e fundador do La Ley me perguntava – Andrés Bobe, que faleceu (em um acidente), em 94 – “você, alguma vez, já escreveu canções?" Eu dizia “sim”, e era mentira. Mas a verdade é que eu sabia que poderia fazê-lo. 

Renata Appel: E aí quantos anos com La Ley e depois como foi na carreira solo? 

Beto Cuevas: Foi de 1989 a 2005 – estivemos juntos por 16 anos. Mas tampouco quer dizer que La Ley acabou. Somente dissemos “vamos dar um tempo e fazer o que queremos”. 

Renata Appel: Depois de La Ley, quanto tempo foi o hiato sem gravar outro disco? 

Beto Cuevas: Dois anos. Toda minha vida foi sair em turnê, durante 16 anos. Então aí fiquei três anos em casa e construí um estúdio de gravação que eu mesmo gerenciava. Por exemplo: na cabine de gravar vozes eu tinha os teclados, então podia gravar eu mesmo, dentro de casa... Comecei a fazer música, compor e fazer projetos. Voltei, lancei um disco com minha companhia e saí a tocar pelos Estados Unidos, México, Chile, Argentina. Depois disso, passou-se um tempo e voltei com meu segundo disco solo. 

Renata Appel: E por que não o Brasil também? 

Beto Cuevas: Porque vale à pena esperar pelo melhor... Quero trabalhar nisso sim. Envolve algumas questões de selo discográfico, mas eu vou ir ao Brasil, você vai ver que sim. Sempre tive muita vontade de fazê-lo. Mas, na realidade, é que, discograficamente, sempre nos diziam que era um mercado diferente, e houve sempre uma espécie de barreira até o Brasil. 

Renata Appel: Você tem planos de vir ao Brasil também com este novo disco? Ou virá com o próximo?

Beto Cuevas: Sim! Vou com este CD atual, que lanço oficialmente no final de setembro deste ano.

Direto de Los Angeles por Renata Appel (renata@consumidorrs.com.br)

5 comentários:

  1. Kelly Nunes disse...:

    Que pedaço de mau caminho este homem, gisuis!!!!!

  1. Anônimo disse...:

    Delícia de voz a do beto cuevas, assim vc me mata

  1. Anônimo disse...:

    Hein??? delícia??? delícia é a jornalista, linda demais, procurem no gogle

  1. Desirie disse...:

    Adorei!!!! Quero ouvir / ver a da Sharon Stone!!!!!!!!!!!

  1. Laíse Farias disse...:

    Estou esperando o Beto vir pro Brasil há muitos anos

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